LEITURAS   INTERESSANTES

Ciência

O que a Ciência não sabe
Science Magazine, 01-jul-2005
http://www.sciencemag.org/sciext/125th/

Em 01-jul-2005, a conceituada revista Science www.sciencemag.org publicou uma edição comemorativa de seus 125 anos de existência, enumerando 125 grandes mistérios da Ciência. O que segue contém essas 125 questões, agrupadas por área do conhecimento, seguidas de breve explicação, com base no texto do artigo.

Psicologia

Psicanálise: A Mistificação do Século
Edward R. Pinckney (médico) e Cathey Pinckney (psicóloga), Edigraf Ed., 1970 (do original americano:
"The Fallacy of Freud and Psychoanalysis", Prentice-Hall, 1965, http://www.gach.com).

"Achei o livro extraordinariamente bem escrito, claro e de fácil compreensão, o que nem sempre se dá com escritos de divulgação científica. Diz coisas que há muito precisavam ser ditas e as diz extremamente bem. Durante os últimos quarenta anos, grande parte da América tem estado sob o feitiço da psicologia Freudiana". (Dr. Fred Moss, conhecido psiquiatra e fisiologista)

O psiquiatra William Sargant, em artigo no "Atlantic Monthly", afirmou que "a reivindicação da psicanálise de ser capaz de atingir as causas e o tratamento de doenças mentais é baseada na fé freudiana, engendrada mais no divã do que em um fato cientifico comprovado". (Folha de S. Paulo, 27-nov-1969)

Estatística

Como mentir com estatísticas
Darrel Huff, professor de Estatistica

Um best seller, mostrando como se pode torcer os fatos através do mau uso da Estatística.

Econometric Modeling as Junk Science
Ted Goertzel, Rutgers University
The Skeptical Inquirer, Maio de 2002

Você acredita que cada vez que um prisioneiro é executado nos EUA, oito futuros assassinos são desencorajados ? Você acredita que 1% de aumento no porte de armas pela população, causa 3.3% de redução na taxa de criminalidade ? Você acredita que 10% a 20% no declinio de crimes em 1990 foi ocasionado por um aumento dos abortos em 1970 ? Ou que a taxa de criminalidade nos EUA teria aumentado 250% desde 1974, se os EUA não tivessem construido tantas penitenciárias ? Você acredita nas previsões de que as reformas sociais dos anos 90 levariam 1.100.000 de crianças à pobreza ?

Música Clássica

Guide to Understanding Music
David Randolph, 1972, com explicações em inglês, seguidas de trechos de clássicos.

Álbum publicado pela Ziff-Davis Publishing, contendo oito arquivos em MP3 (6 MB cada um), mostrando como se pode conhecer e ouvir melhor os clássicos. O original está em Long Playings de vinil.

Militar

Networks and Netwars: The Future of Terror, Crime and Militancy
John Aquilla e David Ronfeldt (editors), Rand Corporation, 2001

Um dos principais temas da atualidade, analisado pela empresa que criou a Internet em 1973, e que tem sido tradicional consultora do Pentágono.

"A guerra do futuro produz manchetes diárias. Suas batalhas não se dão entre exércitos de paises-lideres, nem suas armas são os grandes e caros tanques, aviões e navios das forças armadas regulares. Ao contrário, os combatentes vêm de grupos terroristas especializados na manufatura de bombas, como a Al Qaeda de Osama bin Laden, de cartéis traficantes de drogas, como os da Colômbia e do México, e de militantes anarquistas como os do Black Bloc, que enloqueceu durante a Batalha de Seattle. Outros protagonistas são ativistas da sociedade civil, lutando pela democracia e pelos direitos humanos - de Burma aos Balcãs. O que todos têm em comum é operar em pequenas e dispersas unidades, que podem agir rapidamente - em qualquer lugar e a qualquer tempo. Eles sabem como invadir e destruir, como iludir e desaparecer. Todos exibem formas de organização em redes, doutrinas, estratégias e tecnologias sintonizadas com a Era da Informação. E, das Intifadas à Guerra das Drogas, estão provando ser muito dificeis de combater: alguns podem até estar vencendo. Esta é a história a ser contada."

Política

Como será o mundo em 2020: O relatório da Central Intelligence Agency dos EUA
Trad. de Cláudio Blanc e Marly Netto Peres, introdução de Heródoto Barbeiro
Ed. Ediouro, 2006, ISBN 2-221-10530-3 (original) e 85-00017-05-8 (tradução)

A famosa CIA americana não possui uma bola de cristal, mas é o que de melhor existe hoje como referência para o governo americano, que hoje domina o mundo (como o Império Romano dominava na Antiguidade). Embora ela já tenha falhado em alguns casos, como na previsão do fim do comunismo em 1989, e no ataque terrorista aos EUA em 2001, esse livro possui quatro interessantes hipóteses (ou cenários) sobre como poderá ser o mundo em 2020: (1) o Mundo de Davos, (2) a Pax Americana, (3) o Novo Califado e (4) o Ciclo do Medo. Claro que somente o futuro dirá se a CIA acertou ou não. Mas é melhor do andar totalmente às escuras.

Obs.: "Intelligence" não deve ser entendido como "inteligência", mas sim como "informações previamente analisadas e tidas como razoavelmente confiáveis" (CIA: "definition of 'intelligence' " 1 & 2)

O Poder: Como Conquistá-lo, Como Utilizá-lo
Michael Korda, jornalista

Por que os mais competentes e eficientes não são necessariamente promovidos a cargos mais elevados? Por que pessoas que nada entendem do assunto são nomeadas para cargos que exigem o conhecimento desse assunto? O jornalista Michael Korda passou anos estudando o Jogo do Poder nas Empresas, e depois escreveu esse best-seller, relatando suas conclusões.

The Devil's Dictionary
Ambrose Bierce (1911)

Versão americana do "Dicionário Filosófico" de Voltaire. Por exemplo, "Cristão" é quem segue os ensinamentos de Cristo, desde que isso não interfira em sua vida de pecados. "Absurdo" é quando a opinião de um contraria a opinião do outro.

Há uma tradução para o português, com o titulo "Dicionário do Diabo". Consulte o Google.

A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar
Greg Palast, W11 editores, 2004, ISBN 8589362264

A Democracia ("Poder vindo do povo através do voto") existe desde o século 6 A.C. na Índia, ou desde os tempos da Grécia Antiga (século 4 A.C). Ela tem produzido bons lideres, como Kennedy (EUA, assassinado em 1963) e Churchill (Inglaterra, 2a. guerra mundial), mas também líderes como João Goulart (derrubado por um golpe militar em 1964) ou Lula (época em que se instalou uma quadrilha no governo federal brasileiro, segundo relatório de 2006 de um Promotor Público).

Veja em http://en.wikipedia.org/wiki/Democracy os defeitos da democracia.

Com o passar dos séculos, a democracia parece ter se transformado em mera utopia politica, na medida em que o poder realmente tem sido exercido pelos grandes grupos econômicos. O povo vota, mas o eleito, na prática, pode ocupar a 4a. ou 5a. posição na hierarquia mundial do poder, como é o caso do presidente do Brasil (seja ele quem for). E os subordinados indejesáveis podem ser demitidos, como foi João Goulart em 1964, Salvador Allende (Chile) em 1973, ou Saddam Hussein (Iraque) em 2003.

Além disso, se George Orwell e Aldous Huxley estiverem corrretos em suas previsões ("1984" e "O Admirável Mundo Novo"), esse esquema será o predominante no futuro.

Se isso é bom ou ruim, naturalmente vai depender do lado em que cada um se encontra.

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Comentário do leitor Francisco José, em abr-2006:

Greg Palast, autor do livro, "A MELHOR DEMOCRACIA QUE O  DINHEIRO PODE COMPRAR", é um texto baseado em documentos sigilosos dos arquivos do Império. Esse livro vem com excelentes recomendações de  personalidades do mundo da imprensa e da comunicação. Opinião de Mino Carta:  "Um jornalista excepcional sob todos os pontos de vista". Michael Moore: "Compre já este livro". E como é estrangeiro, talvez tenha mais credibilidade aqui.

Eis alguns trechos:

"Você lê jornais e assiste televisão. Então, conhece o noticiário de baixo-nivel, desmiolado e comercialmente envenenado transmitido nos Estados Unidos. Você  pode chamar esse livro de "O que você não leu no New York Times ou o que  você não viu na CBS".

Por exemplo:

Cinco meses antes da eleição de novembro de 2000, o governador Jeb Bush, da Flórida, eliminou 57 mil nomes do registro de eleitores, supostos criminosos impedidos de exercer o direito de voto. A maior parte inocente, mas culpada  porque era negra."

A edição em português tem um capítulo para o Brasil, cujo início é enunciado na contra capa.

Segue o trecho:

"Quando era menino, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Robert Rubin, sonhava em ser presidente do Brasil. Em 1999 seu sonho se realizou. È claro que, como tem endereço em Washington e nacionalidade americana, Rubin  conquistou o controle do país da única maneira que podia - através de um  golpe brilhante."

"(...). E Rubin foi eleito para um cargo muito mais alto que o de presidente-sombra do Brasil: É presidente do comitê executivo do Citigroup,  a corporação que é dona do Citibank, que é o dono do Brasil."

Esoterismo

Nostradamus, uma Introdução

Há 500 anos, os livros de Nostradamus continuam sendo vendidos, pois várias de suas previsões têm sido verificadas, como o fim do comunismo em 1989 e o bombardeio do Pentágono em 2001, como exposto por Dolores Canon em seu best-seller "Conversando com Nostradamus", escrito em 1986.

Cristianismo

Index Librorum Prohibitorum

A Igreja Católica criou, por ocasião da Reforma Protestante de Lutero, o Índice dos Livros Proibidos, que contém, em sua última edição (1948), cerca de 4.300 obras condenadas. Entre elas, encontram-se as de Voltaire e Émile Zola (dois dos maiores escritores franceses), Allan Kardec (fundador do Espiritismo Cientifico), Kant (brilhante filósofo alemão), do padre jusuita Antonio Vieira (Antonii Vieyrae, famoso orador luso-brasileiro), Beccaria (fundador da moderna Doutrina Penal), além da própria Bíblia (em francês, alemão etc.), já que somente a Bíblia em latim, editada pelo Papa, era permitida, embora o povo não conseguisse entendê-la, pois não lia em latim (e assim a sua interpretação ficava sob o controle dos padres e bispos). Entre esses escritores, vários foram torturados pelos frades franciscanos e dominicanos (especializados nessa arte infernal), acabando por morrer nas fogueiras da Santa Inquisição, como por exemplo o teólogo e frade dominicano Giordano Bruno, que teve toda a sua obra condenada pelo Index. Galileu Galilei também quase foi à fogueira, por dizer que a Terra girava em torno do Sol, tendo se salvado por ser amigo do papa (posteriormente suas obras sairam do Index). O controle dessas barbaridades contra a inteligência humana era exercido pelo Santo Oficio, diretamente subordinado ao Papa.

Nos Bastidores do Reino - A Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus

Mário Justino foi um pastor carismático e bem sucedido da Igreja Universal, tendo mesmo chegado à sua cúpula, mas que depois foi demitido por motivo de doença e abandonado à sua própria sorte. Ele conta, neste livro de 1995, sua vivência nessa Igreja, e como ela se tornou uma máquina de fazer dinheiro, através de modernas técnicas politicas e de marketing.

Espiritismo

Terapia de Vidas Passadas --- e Futuras ?

O médico psiquiatra americano Brian Weiss usa a "regressão hipnótica a vidas passadas" desde 1980, como forma de tratamento de seus pacientes. A técnica não é propriamente novidade. Freud já buscava na "regressão hipnótica à infância" a origem de muitos males que afligiam os seus analisados. A novidade de Weiss é que ele prosseguiu nessa regressão, voltando tanto no tempo que atingiu as vidas passadas de seus pacientes, tendo então se convencido da veracidade do processo de reencarnação, como já mencionado por Buda há mais de 2500 anos. Weiss relata em seus livros que essa sua terapia ajuda a resolver os problemas de seus pacientes. Mais recentemente, neste artigo, Weiss mostra como consegue também adentrar o terreno dos videntes e dos profetas, através do avanço no tempo pela "progressão hipnótica a vidas futuras".

Camilo Castelo Branco

O grande escritor português Camilo Castelo Branco suicidou-se em 1890, desesperado por ter ficado cego. Em 1954, ditou suas Memórias de um Suicida, um livro psicografado que, em 1998, já estava em sua 20ª edição.

A Vida após a Morte

As entrevistas com os espíritos que se encontram em diferentes situações após suas mortes --- em felicidade, em condições medianas, em sofrimento, os suicidas, os criminosos arrependidos, os espiritos endurecidos e em expiações terrestres --- são uma das interessantes partes da obra de Allan Kardec, o fundador do Espiritismo Cientifico em 1857.

Economia

20 Regras de Ouro para Ganhar Dinheiro
T. P. Barnum (1880)

Há quem diga que "a pobreza é um estado de espírito" (o que nem sempre é verdade). Este livro mostra como se pode ganhar dinheiro, escrito pelo bem sucedido empresário Barnum, em 1880. As regras continuam atuais.

Os axiomas de Zurique
Max Gunther, Ed. Record, 14a. edição, 2005 (original em inglês de 1985)

Max Gunther é suiço, filho de um banqueiro da União de Bancos Suiços, e um bem sucedido investidor na Bolsa de Valores. Partindo do principio de que "quem é empregado não tem tempo de ganhar dinheiro", ele procura sintetizar as principais regras que têm guiado os banqueiros no que se refere aos investimentos de risco (ou "especulação", como ele faz questão de frisar), como ações, commodities, imóveis, câmbio etc. Muitos casos reais ilustram os axiomas. É um best-seller.

Mensagem a Garcia

Um folheto clássico sobre a iniciativa pessoal.

A Inflação Brasileira, uma abordagem prática e moderna antes e depois do choque
Antonio C. Mattos (Ed. Vozes, 1987)

Uma análise da inflação brasileira até 1987, um ano após o Plano Cruzado. Enfoque baseado na linha do brilhante economista John Kenneth Galbraith, de Harvard. Contém um glossário de termos usados até hoje.

Economia, uma ciência em busca de um modelo que funcione

A Microeconomia (criada em 1874) e a Macroeconomia (de 1936) são as abordagens tradicionalmente ensinadas nas escolas e seguidas pela maioria dos economistas tradicionais. É a Economia uma ciência muito importante, pois dela depende nosso emprego, alimentação, habitação e até mesmo nosso nivel de estresse e nossos problemas psicológicos. Entretanto, embora o mundo tenha mudado bastante, estando hoje totalmente globalizado e cartelizado, essas teorias aindas se baseiam em um mundo onde a Livre Concorrência e a Livre Iniciativa eram soberanas.

Uma das primeiras tentativas de se criar um novo enfoque, mais realista, foi feito por John Kenneth Galbrarith, da Universidade de Harvard, em seu best seller de 1967 "O Novo Estado Industrial", onde mostrou que a Livre Concorrência havia sida substituida por poderosos cartéis, responsáveis pelo comando do planeta. Hoje são eles que dirigem os destinos da humanidade, dentro do pensamento exposto pelo grande banqueiro Rothschild: "Dai-me o controle do dinheiro e pouco me importa quem faz as leis".

Um bom e rápido contacto com as idéias de Galbraith pode ser encontrado em seu livro de 152 páginas, "A Economia ao alcance de (quase) todos", uma entrevista feita pela jornalista francesa Nicole Salinger em 1978 (titulo original: "Almost Everyone's Guide do Economics".

No entanto, a nova realidade surgida em 1995, chamada de "Nova Economia", criou novos entraves para se administrar o planeta. Veja aqui um breve histórico do pensamento econômico, bem como uma tabela comparativa entre eles. Neste artigo comemorativo da revista Science, no item Economia, encontram-se alguns dos grandes problemas que a ciência econômica ainda não conseguiu solucionar.

Internet e Sistemas de Informação

Sistemas de Informações para Executivos
Antonio C. Mattos, Editora Saraiva, São Paulo, 2005.

O computador e os sistemas de informação invadiram a vida das pessoas e das empresas, e hoje ninguém mais pode se furtar ao assunto. Assim como na compra de um televisor, não se deixa o assunto para ser decidido por um técnico em eletrônica, ou a compra de um automóvel não é decidida por um mecânico, as decisões sobre investimentos em Tecnologia da Informação também devem ser assumidas pela diretoria da empresa, e não deixadas apenas na mão dos técnicos, o que às vezes pode causar grandes prejuízos (o Banco Bamerindus chegou a falir por ter tomado uma decisão errada nesse sentido). Esse livro fornece os conceitos indispensáveis sobre Sistemas de Informações para que, tanto os executivos e os juristas, como, em geral, os responsáveis pela tomada de decisões, se sintam à vontade na hora de decidir sobre investimentos de milhões de dólares em Tecnologia da Informação, ou ao julgar processos no valor de bilhões de dólares, como os movidos pela Microsoft contra a IBM e vice-versa.

Maximum Security: A Hacker's Guide to Protecting your Internet Site and Network
Autor anônimo. Sams.Net Publishing, 1997, 885 páginas.

O autor é um hacker muito experiente que resolve manter-se anônimo por já ter tido problemas com a polícia. Escreveu esse livro para auxiliar os especialistas em segurança e a própria polícia científica a manter a segurança das redes. É o melhor livro existente sobre hacking.

A Próxima Idade Média: A degradação do grande sistema
Roberto Vacca. Ed. Pallas, Rio de Janeiro, 1975.
Tradução de Edgard de Brito Chaves Jr. do original italiano "Il Medicevo Prossimo Venturo".

Na parte inicial do livro (Caps. 1 a 13), Vacca levanta o problema da dificuldade de se administrar sistemas urbanos muito grandes e complexos, com os riscos de exibirem comportamento caótico e fora de controle. Os acontecimentos de nov-2005 na França (milhares de carros incendiados) são um exemplo recente. O capítulo 5 tem muito a ver com a crise energética mundial e os blackouts.

Na parte final (Caps. 14 a 18), o autor infere que tais sistemas complexos chegarão a um ponto de ruptura, desmembrando-se então em muitos sistemas pequenos e independentes, similar à organização social da Idade Média. As favelas do Rio de Janeiro (onde a polícia não entra), as montanhas da Colômbia (onde vivem industriais da coca e revolucionários) e do Afeganistão (terroristas), e os guetos urbanos (como os ciganos da Romênia) são exemplos.

O prof. Vacca é empresário, engenheiro de eletricidade e de sistemas, e professor da Universidade de Roma.

Meio Ambiente

Habitamos uma nave espacial, e precisamos saber viver dentro dela, se quisermos continuar vivos. A Paleontologia tem mostrado que, na luta entre as espécies e o Meio Ambiente, este sempre saiu ganhando. Os livros abaixo estão entre os melhores sobre o assunto.

Living in the Environment, de G. Tyler Miller Jr
Brooks Cole Pub (Jan 2002) ISBN: 0534376975

Environmental Science: Creating a Sustainable Future, de Daniel D. Chiras
Jones & Bartlett Pub (Jan 2001) ISBN: 0763713163
 

Comunicação

Four Arguments for the Elimination of Television
Jerry Mander. William Morrow and Company, Inc. New York. 1978. 371 pp. Para folhear o livro, clique aqui.

Quatro Argumentos para Acabar com a Televisão
Jerry Mander. Trad. Carla Oliveira e Sofia Vieira. Editora Antígona. Portugal. 464 pp. 1999. ISBN 972-608-109-2 (Pode ser importado pela Livraria Cultura, Conjunto Nacional, São Paulo, SP)

Totalmente distanciado dos escritos anteriores sobre TV, este livro é o primeiro a advogar que a mídia não é reformável. Seus problemas são inerentes à própria tecnologia e são tão perigosos -- à saúde física e mental, ao ambiente, e ao processo democrático -- que a TV deve ser eliminada para sempre.

A partir de experiências pessoais e de estudos meticulosos, o autor discorre sobre muitos aspetos da TV que raramente têm sido analisados, trazendo à luz uma nova e ameaçadora imagem. A idéia de que todas as tecnologias são "neutras", instrumentos benignos que tanto podem ser usados para o mal ou para o bem, é colocada em profunda dúvida. Falar de reforma da TV é, nas palavras do autor, "tão absurdo quanto falar da reforma de tecnologias como os canhões."

O autor: Jerry Mander é bacharel e mestre em Economia. Trabalhou 15 anos em empresas de propaganda, incluindo 5 anos como presidente e sócio da Freeman, Mander & Gossage, em São Francisco, Califórnia, uma das mais conhecidas agências dos EUA. Depois de deixar a propaganda comercial, ele obteve fama nacional pelas suas campanhas públicas, levando o Wall Street Journal a chamá-lo de "O Ralph Nader da propaganda". Em 1972 ele fundou a primeira agência de propaganda não-lucrativa dos EUA, deixando-a em 1974 para escrever este livro. Mander é co-autor de "The Great International Paper Airplane Book". Posteriormente, escreveu também "In the Absence of the Sacred: The Failure of Technology and the Survival of the Indian Nations", em 1992, e "The Case Against the Global Economy: And for a Turn Towards the Local", em 1997.

ÍNDICE

Introduction

1. The Belly of the Beast

Adman manqué
Engulfed by the sixties
The replacement of experience
The unification of experience

2. War to control the Unity Machine

Advancing from the sixties to the fifties
Style supersedes content
TV at Black Mesa
The illusion of neutral technology
Before the arguments: a comment on style

Introdução

1. A barriga da besta

O publicitário frustrado
Engolfado pelos anos 60s
A substituição da experiência
A unificação da experiência

2. A guerra para controlar a Máquina da Unificação
(do pensamento)

Avançando dos anos 60s para os 50s
O estilo superexcede o conteúdo
A TV na Black Mesa (*)
A ilusão da tecnologia neutra
Por detrás dos argumentos: um comentário sobre o estilo

Four arguments for the elimination of TV

Argument One: The Mediation of Experience

3. The walling of awareness

Mediated environments
Sensory-deprivation environments
Rooms inside rooms

4. Expropriation of knowledge

Direct education
Motel education

5. A drift in mental space

Science fiction and arbitrary reality
Eight ideal conditions for the flowering of autocracy
Popular philosophy and arbitrary reality
Schizophrenia and the influencing machine

Quatro argumentos para a eliminação da TV

Argumento Um: A Mediação da Experiência

3. O bloqueio da percepção

Ambientes intermediados
Ambientes que restringem os sentidos
Salas dentro de salas

4. A expropriação do conhecimento

Educação direta
Educação de motel

5. Um desvio no espaço mental

Ficção científica e realidade arbitrária
Oito condições ideais para o florescimento da autocracia
Filosofia popular e realidade arbitrária
Esquizofrenia e a máquina influenciadora

Argument Two: The Colonization of Experience

6. Advertising: the standard-gauge railway

The creation of "value"
Redeveloping the human being
Commodity people
Breaking the skin barrier
The inherent need to create need
Buying ourselves back
The delivery system's delivery system

7. The centralization of control

Economic growth and patriotic consumption
The trickle-down theory
Beneficiaries of the advertising fantasy
The effect on individuals
Flaws in the fantasy
The depression never ended
Domination of the influencing machine

Argumento Dois: A Colonização da Experiência

6. Propaganda: a estrada-de-ferro de bitola padrão

A criação do "valor"
Redesenvolvendo o ser humano
As pessoas-mercadorias
Quebrando a tênue barreira
A inerente necessidade de criar necessidade
Recomprando-nos de novo
O sistema de entregas do sistema de entregas

7. A centralização do controle

Crescimento econômico e consumo patriótico
A teoria das vantagens para as grandes corporações
Os beneficiários da fantasia da propaganda
O efeito nos indivíduos
Os defeitos da fantasia
A depressão que nunca acabou
A dominação da máquina influenciadora

Argument Three: Effects of TV on the Human Being

8. Anecdotal reports: sick, crazy, mesmerized

Invisible phenomenon
Dimming out the human
Artificial touch and hyperactivity
TV is sensory deprivation

9. The ingestion of artificial light

Health and light
Outdoors to indoors
Seeking the light
Serious research

10. How TV dims the mind

Hypnosis
TV bypasses consciousness
TV is sleep teaching
TV is not relaxing

11. How we turn into our images

Humans are image factories
The concrete power of images
Metaphysics to physics
Image emulation: are we all taped replays ?
Imitating media

12. The replacement of humans images by TV

Suppression of imagination
The inherent believability of all images
All TV is real
Scientific evidence
The irresistibility of images

Argumento Três: Efeitos da TV no Ser Humano

8. Relatos interessantes: doente, louco, hipnotizado

O fenômeno invisível
Obscurecendo os humanos
Toque artificial e hiperatividade
A TV é um redutor dos sentidos

9. A ingestão de luz artificial

Saúde e luminosidade
Fora de casa e dentro de casa
Procurando a luz
Pesquisa séria

10. Como a TV obscurece a mente

Hipnose
A TV desvia a consciência
A TV é um ensino subliminar
A TV não é relaxante

11. Como nos convertemos às nossas imagens

As pessoas são fábricas de imagens
O poder concreto das imagens
Metafísica para a física
Emulação de imagens: somos todos nós repetições gravadas ?
Imitando a mídia

12. A substituição das imagens humanas pela TV

A supressão da imaginação
O inerente crédito em todas as imagens
Toda a TV é real
Evidências científicas
As irresistibilidade das imagens

Argument Four: The Inherent Biases of TV

13. Information loss

Bias against the excluded
Fuzzy images: the bias against subtlety
The bias away from the sensory

14. Images disconnected from source

The elimination of "aura"
The bias toward death
Separation from time and place
Condensation of time: the bias against accuracy

15. Artificial unusualness

Instinct to the extraordinary
The bias toward technique as replacement of content
In favor of "alienated" viewing
The bias to highlighted content: towards the peaks, away from the troughs

16. The pieces that fall through the filter

Thirty-three miscellaneous inherent biases

Argumento Quatro: Os inerentes desvios da TV

13. A perda da informação

Desvios contra os excluidos
Imagens vagas: desvios contra a sutileza
Desvios do sensível

14. As imagens desligadas da fonte

A eliminação da "aura"
Os desvios para a morte
Separação do tempo e do espaço
Condensação do tempo: o desvio da precisão

15. O incomum artificial

O instinto para o extraordinário
O desvio para a técnica como substitutivo do conteúdo
Em favor da visão "alienada"
O desvio para o conteúdo destacado: em direção ao auge, longe do relevante

16. As peças que passam pelo filtro

Trinta e três variados desvios inerentes

Postscript: Impossible Thoughts

17. TV taboo

Acknowledgements

Bibliography

Pós-escrito: Pensamentos Impossíveis

17. O tabu da TV

Agradecimentos

Bibliografia

(*) "BLACK MESA" ("Plataforma Montanhosa Negra") = um local sagrado dos indios Hopi, no deserto do Arizona, e também uma grande reserva de carvão. Para explorar essa mina, considerado ato sacrilego pelos indios, as empresas interessadas usaram a TV, que mostrou o dilema "Tradição x Progresso" através de imagens do deserto. Mas a TV não conseguiu levar ao video o real conflito cultural em jogo, um conceito abstrato que não pode ser transmitido por imagens durante uma noticia de quatro minutos.

Veja também  http://www.desligueatv.org.br/  e  http://www.tvturnoff.org/